Os códigos de falha mais comuns em inversores — e o que fazer
Sobrecorrente, sobretensão, subtensão e sobretemperatura respondem pela maioria das paradas. Cada um aponta para uma causa diferente.
Resetar o inversor e mandar produzir resolve o turno. Não resolve a causa — e a falha volta, normalmente pior e no pior momento.
Sobrecorrente na saída (OC / E00)
O inversor detectou corrente acima do limite instantâneo. As causas, em ordem de frequência:
- Rampa de aceleração curta demais para a inércia da carga. É a causa mais comum e a mais fácil de corrigir.
- Curto ou baixa isolação entre fases do cabo ou no enrolamento do motor. Teste com megôhmetro, sempre com o inversor desconectado.
- Carga travada mecanicamente. Mancal agarrado, produto acumulado, correia obstruída.
- Boost de torque exagerado em controle escalar, saturando o motor na partida.
Antes de mexer no parâmetro, gire o eixo com a mão. Metade dos casos de sobrecorrente é mecânica.
Sobretensão no barramento CC (OV / E01)
Tensão do barramento acima do limite. Quase sempre é desaceleração rápida: o motor vira gerador, devolve energia e o barramento sobe.
- Alongue a rampa de desaceleração
- Se o processo exige parada rápida, instale resistor de frenagem dimensionado
- Verifique se a tensão da rede não está alta demais (transformador com tap errado é causa frequente em planta antiga)
Subtensão (UV / E02)
Barramento abaixo do mínimo. Causas: queda de tensão na rede, contator de entrada com contato ruim, fusível de uma fase aberto, ou seção de cabo insuficiente para a partida de outra carga na mesma alimentação.
Se acontece sempre no mesmo horário, procure o que mais liga naquele horário.
Sobretemperatura (OH / E04)
O dissipador passou do limite. Na prática:
- Filtro do painel entupido
- Ventilador do inversor parado ou com pá quebrada
- Painel fechado sem exaustão em local quente
- Frequência de chaveamento elevada demais
- Inversor subdimensionado trabalhando no limite continuamente
É a falha mais previsível de todas — e a que mais aparece em janeiro e fevereiro.
Sobrecarga do motor (OL)
Diferente da sobrecorrente instantânea: aqui a corrente está acima do nominal por tempo prolongado. Indica carga mecânica maior do que o dimensionamento previa, motor subdimensionado, ou parâmetro de proteção térmica configurado errado.
Nunca "resolva" aumentando o limite de proteção. Esse parâmetro é o que protege o motor.
Falha à terra (GF)
Corrente de fuga para a terra. Isolação do motor comprometida, cabo danificado ou umidade no enrolamento. Motor parado por semanas em ambiente úmido acumula umidade — secar antes de energizar evita a queima.
Perda de fase (entrada ou saída)
Fusível aberto, contator com contato queimado ou cabo solto no terminal do motor. Verifique aperto de terminal: dilatação térmica afrouxa conexão ao longo do tempo, e conexão frouxa aquece e queima.
A rotina que evita a maioria
- Limpeza de filtro e verificação de ventilador na preventiva
- Reaperto de terminais de potência com torquímetro, anualmente
- Registro do histórico de falhas — três resets do mesmo código em um mês não é coincidência
- Backup dos parâmetros do inversor. Sem ele, a troca de um equipamento queimado vira meio dia de reconfiguração por tentativa
A Platix faz diagnóstico de falha em acionamentos em Piracicaba e região — e entrega o parâmetro documentado, não só o inversor rodando.
Carlos Alexandre Cotta Coelho
Engenheiro de automação industrial · CREA ativo · 15 anos de campo
Atende pessoalmente em Piracicaba, Americana, Limeira, Rio Claro e região. Diagnóstico de causa raiz, adequação NR-12 e manutenção preventiva com relatório técnico assinado.
Está com esse problema na sua planta?
Descreva a máquina para o Carlos. Ele responde direto, sem central de atendimento.
Falar com Carlos